Há um ano o panorama da comunicação social em Angola viu surgir um ente novo. Numa sexta-feira, 14 de Novembro, nas mãos de ardinas de Luanda e em quiosques separados entre si, nalguns casos, mais de 500 km (Luanda-Benguela, por exemplo), apareceu ao lado de outros títulos mais antigos, o semanário O PAÍS.
Para lá da sua própria irrupção no mercado, O PAÍS trazia uma outra novidade absoluta em Angola: completava-se com um suplemento em forma de revista, a VIDA.
Foi logo desde o começo que a estrutura inusual criou problemas de certo modo não previstos: no afã do lucro fácil, os revendedores do jornal trataram de separar o corpo principal da sua adenda, a revista, adulterando o preço.
Ou seja, uns e outros produtos (que mantêm uma unidade indissolúvel) eram tentadoramente vendidos como um jornal e uma revista. Isso, desafiando a cautelosa dica-advertência estampada logo no número inaugural: “Hoje o país tem mais VIDA. Com o jornal, receba a revista. Grátis”.